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Imobiliário de luxo em Portugal: como captar compradores internacionais no verão

Written by geral | Jul 15, 2026 8:00:01 AM

 

O verão é um dos momentos mais relevantes para o imobiliário de luxo em Portugal. A presença de compradores internacionais aumenta e o país ganha uma capacidade especial de mostrar aquilo que mais pesa numa decisão premium: localização, estilo de vida, segurança, serviços, privacidade e confiança.

Para consultores, investidores e proprietários, a época alta deve ser encarada como uma oportunidade estratégica. Uma visita de verão pode começar como curiosidade, mas, quando bem acompanhada, pode transformar-se numa relação de longo prazo.

 

O verão aproxima o comprador da experiência de viver em Portugal

O comprador internacional não procura apenas uma casa. Procura uma forma de vida. Quer perceber como é viver num determinado território, que serviços existem nas proximidades, como funciona a mobilidade, qual é a oferta gastronómica e cultural e que nível de privacidade conseguirá garantir.

Durante o verão, muitos destes fatores tornam-se mais visíveis. Lisboa, Cascais, Comporta, Porto, Algarve e outros destinos mostram com maior intensidade a sua dimensão de lifestyle. Restaurantes, praias, marinas, hotéis, eventos e experiências ao ar livre ajudam a construir uma perceção mais completa do território para um visitante com elevado poder de compra.

Este enquadramento ganha relevância num momento em que Portugal continua no radar internacional do imobiliário. Em 2025, o investimento estrangeiro direto em Portugal totalizou 8,5 mil milhões de euros, dos quais 3,9 mil milhões corresponderam a investimento imobiliário, que voltou a representar uma das principais apostas dos investidores estrangeiros. Estes dados do Banco de Portugal confirmam a atratividade do país e a importância de trabalhar a época alta como momento de captação qualificada.

 

Do imóvel à relação de confiança

No segmento de luxo, a decisão de compra rege-se por fatores racionais, mas também é muito emocional. Envolve um investimento patrimonial significativo e, quando se trata de uma mudança de país, implica também alterações às dinâmicas familiares e ao estilo de vida.

Por isso, a primeira visita não se deve cingir à oportunidade de mostrar imóveis. Deve constituir o início de uma relação consultiva. Um comprador que está interessado em investir noutro país tem necessidade de aceder a informações claras sobre mercado, fiscalidade, custos de manutenção, qualidade da construção, potencial de valorização, acessos, serviços e liquidez futura do ativo.

O consultor imobiliário deve, por isso, saber antecipar dúvidas, selecionar imóveis com critério e explicar cada localização de forma simples e fundamentada. A confiança constrói-se na preparação, na transparência e no acompanhamento depois da visita.

 

O que procuram hoje os compradores internacionais

A procura internacional mantém peso no mercado português. Segundo dados do Banco de Portugal citados pelo ECO, os estrangeiros representaram, em 2025, 11,74% dos contratos de crédito à habitação e 13,56% do montante contratado, totalizando 2,6 mil milhões de euros.

No segmento premium, esta procura é mais exigente. Os compradores valorizam fatores como a localização, vistas, áreas exteriores, privacidade, segurança, eficiência energética, qualidade dos materiais, estacionamento e imóveis prontos a habitar. Mas procuram também autenticidade, e é aí que vários destinos afastados dos grandes centros urbanos, como a Costa Vicentina, têm ganhado destaque. 

Portugal distingue-se pela oferta cultural, gastronómica e patrimonial, pela extensão de costa, pelo clima, pela segurança e qualidade de vida. Para muitos compradores, estas características continuam a representar motivos de atração extremamente persuasivos, sobretudo num contexto de preço mais competitivo face a mercados europeus de maior dimensão.

 

Preparar a visita é preparar a decisão

A época alta gera mais oportunidades, mas também mais concorrência. Um comprador internacional pode visitar vários imóveis, falar com diferentes consultores e comparar Portugal com outros mercados europeus.

A preparação é decisiva. Antes da visita, importa conhecer o perfil do cliente, a origem do contacto, o grau de maturidade da decisão, o orçamento e as prioridades. Uma família que procura uma moradia no Algarve não deve receber o mesmo acompanhamento que um investidor interessado numa penthouse em Lisboa.

Também os proprietários devem preparar os imóveis para este nível de exigência. Fotografias profissionais, documentação organizada, informação técnica disponível e uma narrativa clara sobre o valor da propriedade fazem diferença.

 

O pós-visita consolida a oportunidade

A visita de verão pode despertar interesse, mas é o acompanhamento posterior que consolida a decisão. Depois de regressar ao país de origem, o comprador precisa de comparativos, documentação, respostas ágeis e orientação especializada.

Manter contacto sem exercer pressão, enviar informação relevante, envolver parceiros jurídicos ou financeiros quando necessário e continuar a providenciar informação atualizada sobre o mercado são práticas que alimentam uma relação frutuosa entre o consultor e o investidor.

No imobiliário de luxo, uma oportunidade pode demorar meses a concretizar-se. Mas uma relação bem construída pode gerar uma compra, uma recomendação ou uma futura angariação.

 

A marca como fator de segurança

A época alta é uma montra privilegiada para o imobiliário de luxo em Portugal. Permite mostrar imóveis, mas também territórios, estilos de vida e níveis de serviço.

Para compradores internacionais, trabalhar com uma marca reconhecida reduz a incerteza. A notoriedade, a escala e a experiência funcionam como sinais de confiança.

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